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  • Dr. Alexandre Naime Barbosa

Os Seis Pilares da Infectologia


A Infectologia é a ciência que estuda a relação entre o Ser Humano, os Agentes Infecciosos e o Meio Ambiente. Qualquer pequeno desarranjo em um desses componentes pode levar a sérias implicações na saúde individual e coletiva. Grandes epidemias que ficaram marcadas nas história mostram como esse desbalanço pode ser catastrófico. A Peste Negra na Idade Média, matou 1/3 da população mundial na época, a Gripe Espanhola vitimou 100 milhões de pessoas em 1918, e mais recentemente a Aids na década de 1980 mudou profundamente hábitos e costumes da sociedade por atingir fatalmente mais de 40 milhões de pessoas. Não somente em epidemias, mas no cotidiano das pessoas a Infectologia está presente desde o simples resfriado comum, passando pelas infecções urinárias, de pele e de intestino, entre tantas outras.


Para que o Infectologista possa dominar todos esses aspectos, Seis Pilares são fundamentais:


1. Conhecimento sobre o Inimigo: Bactérias, Vírus, Fungos, Protozoários, Parasitas, Príons... São muitos os inimigos que podem invadir e prejudicar o Ser Humano, e é fundamental que o Infectologista conheça os detalhes do funcionamento biológico desses patógenos, bem como a fisiopatologia das doenças que eles determinam. A atualização tem que ser frequente, pois mutações, adaptações e escapes imunológicos e terapêuticos podem mudar a sensibilidade e a resistência desses agentes aos tratamentos conhecidos.


2. Ambientalização do Problema: dentro do conceito do One Health, é imprescindível contextualizar tanto o paciente quanto o patógeno envolvido dentro do meio ambiente que o cerca. Saber de dados epidemiológicos, comportamentos, condições de moradia, clima loca e os mais variados hábitos se traduz em um melhor entendimento e abordagem do problema apresentado pelo paciente.


3. Imersão no Paciente: tudo começa com um completo histórico dos sinais e sintomas, passando por uma avaliação física voltada ao problema. O paciente deve se sentir próximo e familiar ao Infectologista, para que possa conversar abertamente sobre todos os aspectos ligados ao motivo da consulta.


4. Raciocínio Científico: como um detetive, que busca provas e evidências o Infectologista deve reunir todos os conhecimentos dos patógenos possivelmente envolvidos, junto com a ambientalização do problema e os dados clínicos da consulta médica, em um rigoroso processo de raciocínio clínico científico, buscando formular as hipóteses diagnósticas mais pertinentes.


5. Domínio das Ferramentas: o Infectologista deve saber usar com sabedoria e cuidado as ferramentas diagnósticas, ou seja, exames laboratoriais e de imagem, visando confirmar ou afastar suas hipóteses diagnósticas. Da mesna forma, ao prescrever tratamentos ou terapias, é fundamental o domínio das indicações, posologia, contra-indicações, eventos adversos e interações medicamentosas, para que a prescrição seja não somente eficaz, mas também segura.


6. Acolhimento Universal: não é permitido ao Infectologista preconceitos, formulação de estigmas ou discriminação de qualquer ordem. Acolher sempre é o lema da Infectologia.



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