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COVID Grave em Jovens sem Comorbidades: como explicar?


Entrevista para o Portal BBC em 28/05/2020 ao jornalista Vinicius Lemos, disponível abaixo ou no link no final da matéria.


Estudos apontam que os pacientes sem comorbidades e com menos de 50 anos correspondem a menos de 1% das pessoas em estado grave em decorrência do Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Quanto mais jovem, menos chances de apresentar complicações.


"Os médicos ficaram surpresos com o caso da minha filha. Não sabiam mais o que fazer, porque ela não tinha nenhum problema de saúde antes. Infelizmente, é algo difícil de entender", declara Germaine (leia a história no final da matéria).


Os casos mais graves comumente acometem pessoas idosas ou com doenças pré-existentes, como hipertensão, diabetes, cardiopatias, entre outras. Histórias como a de Kamilly, segundo estudos ainda incipientes, podem ser explicadas por particularidades genéticas que influenciam o modo como o coronavírus afeta o organismo do paciente.


"O nosso sistema imunológico é o responsável por definir se vamos responder bem ou não ao Sars-Cov-2. Geralmente, esse sistema está afetado em pessoas com comorbidades ou idosas, por isso estão nos grupos de risco. Mas em alguns casos raros, o sistema imunológico tem uma falha pontual crítica mesmo sem comorbidades conhecidas e, por isso, a pessoa acaba desenvolvendo um quadro grave ou até morrendo em decorrência do coronavírus", diz o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP).


Os estudos iniciais apontam que as mortes de jovens saudáveis por covid-19 podem estar relacionadas, principalmente, à predisposição genética. "Pode haver casos de pessoas com susceptibilidade genética a infecções pontuais. Todos nascemos com um código genético, o DNA, que traz um roteiro de respostas a diferentes estímulos, tanto bons quanto ruins na vida. Isso define se o organismo da pessoa vai ou não ter uma resposta a determinados patógenos", explica o infectologista Alexandre Naime.


O médico pontua que há casos de jovens saudáveis que morrem por influenza ou outras enfermidades que raramente afetam os mais novos. "Tudo depende da sequência genética da pessoa. Nisso está codificado quais respostas ela terá em termos de anticorpos e ação celular quando for exposta a diversos patógenos. São códigos que nascem com a pessoa e são chamados de memória imunológica."Pesquisadores estudam quais outros pontos, além da predisposição genética, podem fazer com que o Sars-Cov-2 afete gravemente alguns jovens saudáveis. Tais estudos são importantes também para ajudar na descoberta de novos tratamentos para a Covid-19. Conheça a história de Germaine (mãe) e Kamilly (filha jovem sem comorbidades) no link abaixo.

Acesse a publicação completa no site da BBC aqui

#Coronavirus #jornal #infectologia

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