© 2015 por Spitalex. Criado com Wix.com

  • Wix Facebook page
  • YouTube clássico
  • Slideshare.jpeg
  • LinkedIn App Ícone
Please reload

Posts Mais Acessados

HIV/Aids ainda Mata e Avança nos Mais Jovens

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista para o jornal Diário da Serra em 01/12/2015

 

Leia na integra, e faça o download aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, 1º de dezembro, é o dia Mundial de Luta con­tra a Aids. A data foi insti­tuída em outubro de 1987, na Assembleia Mundial da Saúde, com apoio da Orga­nização das Nações Unidas – ONU. A ideia é reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compre­ensão com as pessoas in­fectadas pelo HIV/Aids. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

 

Segundo o médico in­fectologista, Alexandre Naime Barbosa, a cada duas horas, três pessoas morrem em decorrência da infecção pelo HIV no Bra­sil, totalizando mais de 12 mil óbitos por ano.

 

“Apesar de todos os avanços cien­tíficos nesses últimos 34 anos de luta contra a Aids, ainda temos um número alto de óbitos. A imensa maioria dessa tragédia cotidiana é composta por indivíduos jovens, que de­veriam estar com a saúde em pleno funcionamento, atuando na força de traba­lho e contribuindo para o crescimento do país. Esse verdadeiro saldo de guer­ra é devido principalmente a três fatores: 1. Falha das políticas públicas de pre­venção; 2. Diagnóstico tar­dio da infecção pelo HIV; 3. Falhas na rede de assistên­cia à pessoa vivendo com HIV/Aids”, afirma.

 

Nos últimos seis anos, o aumento de casos entre jovens de 15-24 anos foi de 50% no Brasil. De forma mais alarmante, pesquisa divulgada na semana pas­sada mostra que os casos de HIV triplicaram em ado­lescentes na cidade de São Paulo. “O número de casos novos de infecção pelo HIV é extremamente preocu­pante em algumas popula­ções, principalmente entre os mais jovens. Quando se olha a população como o todo, o número de casos novos parece estabilizado em cerca de 40 mil/ano já há algum tempo, mas em algumas populações mais vulneráveis como os mais jovens, as taxas estão cres­cendo assustadoramente. E infelizmente, essa também é a realidade vivenciada em Botucatu, onde o Servi­ço de Ambulatórios Espe­cializados de Infectologia “Domingos Alves Meira” (SAEI-DAM), recebe os ca­sos novos da cidade e da região”, conta o médico in­fectologista.

 

A enfermeira Juliane Andrade, da Coordenação Municipal DST/Aids afir­ma que os jovens não pos­suem a percepção do risco. “O que a gente nota é que os adolescentes se preocu­pam mais com a gravidez do que com as DST’s pro­priamente, com a preven­ção. Eles não acham que vai acontecer com eles e por isso não se previnem. Essa é uma geração com muito acesso a informação, mas falta realmente a per­cepção de risco aos adoles­centes”, afirma.

 

Para Alexandre Naime Barbosa a mensagem “Aids tem tratamento, e as pesso­as não morrem mais disso” foi absorvida de forma de­sastrosa. “Isso causa uma sensação de falsa segurança e gera falta de percepção de risco, principalmente entre os adolescentes e mais jo­vens. Perdeu-se o medo da Aids, e o descompromisso com a prevenção ficou evi­dente em recente pesquisa que revelou que apesar de 94% das pessoas saber que a melhor forma de evitar o HIV é usando o preservati­vo, mais de 45% não usa de forma rotineira com parcei­ros eventuais”, salienta.

 

Em Botucatu, segundo informações da Coordena­ção DST/Aids do municí­pio, 36 novos casos foram confirmados. “Mas é im­portante lembrar que nem todo mundo que é porta­dor da doença vem fazer o teste, muitos deles mesmo sabendo da infecção não fazem o tratamento, não sabemos dizer quantas pessoas são portadoras de HIV no município”, afirma Juliane Andrade.

 

Embora pareça “cli­chê” demais, a camisinha é a forma mais efetiva de prevenção. “O preservati­vo é a barreira mais efeti­va contra o HIV; se usado de forma consistente é 100% efetivo em bloquear a transmissão do vírus. Mas também, existem mé­todos adicionais altamente efetivos, e já disponíveis à população, como a PEP (Profilaxia Pós-Exposição Sexual) ao HIV. Em uma relação sexual em que o preservativo não foi usado, ou se rompeu, se algumas medicações anti-HIV forem tomadas em até 72 horas, o risco de transmissão é 0%. Em Botucatu, a PEP Se­xual está disponível desde 2011 no SAEI-DAM e no HC UNESP, de forma gratuita pelo SUS”, explica.

 

Diagnóstico tardio

 

No Brasil, geralmen­te as pessoas recebem o diagnóstico de infecção pelo HIV já com a doença avançada, e às vezes tar­de demais para se evitar o óbito. Segundo o médico infectologista, Alexandre Naime Barbosa, mais de 57% dos casos, o paciente descobre a doença quando o sistema imune, a defe­sa natural do organismo, já está significativamen­te abalado. “De maneira mais trágica, mais de 20% só tem diagnóstico na fase avançada da doença, a Aids propriamente dita. Essa realidade explica em parte os números de mor­talidade no Brasil”, afirma.

 

O principal motivo que determina o diagnóstico tardio é a falta de realiza­ção de testes para detecção do HIV de forma mais roti­neira. Toda pessoa que já teve alguma relação sexu­al na vida, mas ainda não fez o teste, tem indicação de colher os exames anti­-HIV. “Não basta confiar no parceiro, ou achar que uma pessoa aparentemen­te saudável não possa ser portadora do HIV. A Aids não tem cara, e aliança no dedo não previne contra o vírus”, destaca. Em Botucatu, a Testa­gem Anti-HIV está dis­ponível no SAEI-DAM, no Centro de Testagem e Aconselhamento do Cen­tro Saúde Escola (CTA­-CSE), e em algumas Uni­dades Básicas de Saúde (UBS), de forma gratuita pelo SUS. “é importante ressaltar que a cada rela­ção sexual desprotegida, sem preservativo, é ne­cessário repetir os testes”, afirma o médico infectolo­gista.

 

Ações na cidade

 

A coordenação muni­cipal de DST/Aids realiza atividades para prevenção da doença o ano todo, mas no mês de novembro elas são intensificadas. “No es­tado de São Paulo a gente tem a campanha Fique Sa­bendo, ela orienta e reali­za teste rápido HIV e Sífi­lis. Já realizamos diversas ações na Praça do Bosque e nas unidades de Pronto Atendimento da Cohab I e Peabiru. Nós trabalhamos o ano inteiro com a pre­venção, as 20 unidades de saúde realizam o teste rá­pido”, explica a enfermei­ra Juliane Andrade. Muitas pessoas con­fundem o significado do teste rápido. “O teste tem esse nome porque em 15 minutos o paciente já tem o resultado, não é rápido porque ele vai chegar na unidade de saúde e fazer o teste.

 

Cada unidade de saúde possui uma rotina e pessoas treinadas para a realização do teste, então é importante essa explica­ção”, afirma a enfermeira. No sábado, dia 5 de de­zembro, das 9h às 13h será realizado o encerramento das atividades da campa­nha Fique Sabendo e co­memoração do Dia Mun­dial de Luta contra a Aids. “Nossa comemoração ao dia mundial será feita no dia 5 e não dia 1º. Estare­mos na praça do Bosque e terá uma apresentação do Labirinto das Sensações, que de uma forma bem lú­dica e rápida explica sobre a doença”, conta Juliane.
 

 

 

Please reload

Tags

Deixe sua sugestão ou recado aqui.

Posts Mais Recentes
Please reload

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now