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Microcefalia e Zika: os primeiros achados de uma terrível descoberta

 

 

 

 

 

 

 

Entevista ao jornal Diário da Serra publicado em 02/12/0215

 

Download do pfd da matéria: clique aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ministério da Saúde confirmou na última segunda-feira (30) que o número de casos de microcefalia, uma mal-formação congênita cerebral, aumentou para 1.248 no país e já atinge 13 Estados. Os dados fazem parte do novo boletim epidemiológico, que apresenta dados até a última sexta-feira, 28 de novembro. 

 

De acordo com o boletim, Pernambuco continua a frente no número de casos de microcefalia, com 646. O Estado declarou no último domingo dois decretos de emergência – um para Pernambuco e outro para Recife – para aumentar o combate ao Aedes aegypti.
 
Em seguida, em número de casos de microcefalia, estão a Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de Janeiro (13), Tocantins (12) Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e Distrito Federal (1). A nota também afirma que subiu para sete o número de recém-nascidos mortos. 

 

A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro do feto não se desenvolve de maneira adequada. O bebê, quando nasce, apresenta um perímetro cefálico menor do que os 33 centímetros considerados normais. Além de trazer risco de morte, a condição pode ter sequelas graves para os bebês que sobrevivem, como dificuldades psicomotoras (no andar e no falar) e cognitivas (como retardo mental). 

 

O médico infectologista Alexandre Naime Barbosa explica que o Zika é um vírus descoberto na década de 1940 em uma floresta no centro da África, portanto já é conhecido há muito tempo.

 

“Nunca foi dada muita importância ao vírus, pois ele nunca tinha matado ninguém. Não existe na literatura médica relato de morte ou complicação grave causada pelo Zika, já que ele era conhecido apenas por causar uma doença parecida com a dengue, principalmente no que se refere ao paciente ter febre, reações cutâneas, como alergias e manchas e conjuntivite”, relata o especialista. 

 

Ele ainda fala que essa doença só acometia lugares muito pobres da África, onde a mortalidade infantil de crianças até um ano de idade é enorme, portanto elas morrem de outras coisas e o diagnóstico de microcefalia não existe. Agora, com esta epidemia acontecendo no Brasil, foi possível diagnosticas estes casos. “Aqui no sudeste a intensidade do vírus ainda é baixa, mas nós possuímos os dois fatores necessários para termos a epidemia por aqui, que é um número de pessoas muito grande e alto índice do mosquito Aedes”, alega Alexandre. 

 

O médico infectologista também explica que quando a gestante entra em contato com o vírus, ele pode ou não chegar ao cérebro da criança. “O primeiro trimestre é sempre o mais perigosos, já que é nesta fase que o cérebro da criança está se desenvolvendo. Nem toda gestante que pegar o Zika terá uma criança com microcefalia. Isso depende muito se o vírus conseguirá passar a barreira da placenta e chegar ao cérebro da criança, e se já tiver ou não passado dos três meses de gestação. As¬sim como a mãe elimina o vírus depois, a criança também não nascerá com o vírus”. 

 

Para as gestantes, a sugestão é fugir do mosquito Aedes. Segundo o especialista, elas devem evitar áreas de grande concentração de mosquito, fazer uma varredura na casa e conscientizar os vizinhos para acabarem com os focos do mosquito. Além disso, elas devem evitar sair com roupas muito finas e procurar usar o repelente a base de Icaridina (25%). 

 

“Outra recomendação, que parece absurdo nós termos que falar, é para que as pessoas que puderem, evitarem a gravidez durante este período de epidemia. Para o Brasil, sobrou a dolorosa honra de fazer essa descoberta científica. Mas acho que o país está dando a resposta adequada na medida do possível. E é importante nos conscientizarmos que isso está acontecendo porque as pessoas não se preocupam em acabar com os focos da dengue, então isso tende a piorar”, conclui Alexandre.
 
O Ministério da Saúde confirmou no último sábado (28) que existe relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia na Região Nordeste do país. Segundo nota divulgada pela pasta, exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos. 

 

O resultado enviado pelo Instituto Evandro Chagas revelou, segundo o ministério, “uma situação inédita na pesquisa científica mundial”. O governo assegurou que vai dar continuidade às investigações para descobrir quais as formas de transmissão, como o vírus atua no organismo e qual período de maior vulnerabilidade para a gestante. 

 

Na última sexta-feira (27), o instituto de pesquisa notificou o governo sobre outros dois óbitos relacionados ao vírus Zika. As análises indicaram que o vírus pode ter contribuído para agravar estes casos. 

 

O primeiro caso confirmado foi o de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, no Maranhão, e o segundo é o de uma menina de 16 anos, no Pará, que morreu no final de outubro, depois de relatar sintomas semelhantes ao de dengue, como dor de cabeça e náuseas. 

 

Diante dessa declaração, a expectativa é que sejam redobradas ações nacionais para combater o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, Zika e Chikungunya. “O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização”, alertou o ministério. 

 

Rodrigo Iais, diretor do Departamento de Saúde Ambiental e Animal de Botucatu afirma que na América do Sul, a informação é o que vírus já esteja circulando na Colômbia, Chile, Suriname e Brasil. 

 

“Considerando a grande circulação de pessoas, visto que o tráfego aéreo é intenso para todas as regiões do globo, a distribuição das arboviroses representa hoje um desafio para a saúde pública mundial. Relatórios da coordenação do Programa Nacional do Controle da Dengue indicam que mais de 84.000 casos de Zika haviam sido notificados no Brasil por algum dos sistemas de vigilância. Os dados podem estar subestimados, pois, em muitos casos, o Zika pode ter sido confundido com a dengue”, explica ele. 

 

Rodrigo também alega que não há como ter uma média do contágio pelo vírus, já que é algo introduzido recentemente no país e, portanto, não há históricos epidêmicos para comparação. “O que há é um trabalho de vigilância para possíveis epidemias da doença. Não há um número real de casos confirmados no país e no estado. No município de Botucatu não há notificações de casos suspeitos de Zika”, diz. 

 

Segundo ele, a forma de combate é a mesma da dengue e chikungunya, ou seja, evitar a proliferação do mosquito transmissor, como não deixar recipientes com água parada sem os devidos cuidados, já que pode se tornar um criadouro de mosquitos. 

 

“Primeiramente, toda a população deve permitir a entrada do agente de saúde pública em seu imóvel, pois ele é um profissional capacitado para identificar e orientar todas as medidas para eliminar os criadouros de mosquitos. De acordo com as pesquisas realizadas pela SUCEN, 80% dos criadouros estão nos domicílios”, alerta Rodrigo. 
 

 

 

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