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Carnaval 2016 em Ritmo de Zika, Dengue e Chikungunya

 

“A Medicina é a ciência das verdades transitórias”, lembra um grande colega infectologista de Santos, sobre a enxurrada de novas informações que estão surgindo sobre o Zika vírus dessas últimas semanas. Nunca um chavão foi tão preciso e correto. Descrito pela primeira vez no final da década de 1940, o Zika ganhou notoriedade somente em novembro do ano passado quando foi associado à casos de recém-nascidos com microcefalia. A partir dessa data, uma enxurrada de informações científicas se iniciou, algumas de fácil assimilação pela relevância, e outras sem ainda um significado claro. E ainda vários boatos gaiatos completamente infundados trouxeram preocupação às pessoas, que ficaram perdidas sem saber em que acreditar.

 

Veja a matéria completa do assunto, publicada no Jornal Diário da Serra em 04/Fev/2016 clicando aqui.

 

Vivemos uma época de muitas incertezas, pois o Zika vírus é um inimigo novo, com poucos estudos científicos concluídos, e, portanto, há que se ter cuidado com resultados de pesquisas incompletas e pessoas mal-intencionadas que querem propagar o pânico através de teorias da conspiração diversas. O que sabemos até agora? (Acesse a aula científica sobte o tema aqui)

 

1. Transmissão do Zika vírus

 

a. A única forma de transmissão que atualmente tem importância epidemiológica (poder de se alastrar) é a vetorial, ou seja, pelo Aedes sp. Outros possíveis vetores, como o Culex sp (pernilongo comum) ainda estão sob verificação em estudos.

 

b. As transmissões sexual, por transfusão sanguínea e perinatal (de mãe-filho) já foram comprovadas, mas não se sabe qual o impacto dessas vias na epidemia atual. Pode ser irrelevante, ou mais importante, devemos aguardar com cautela os estudos em andamento.

 

c. O Zika vírus foi encontrado na forma ativa em saliva e urina, mas não se sabe se esse fato é suficiente para determinar transmissão através do beijo ou contato com urina. O resultado do estudo conduzido pela Fiocruz conclui que “...a evidência inédita sugere a necessidade de investigar a relevância destas vias alternativas de transmissão viral...”.

 

d. Nesse momento de incertezas sobre o papel das vias alternativas de transmissão, cautela é a única recomendação sensata. Além de eliminar os focos do Aedes, e se proteger com roupas e repelentes, a população de maior risco (gestantes) devem seguir medidas simples de bom senso: uso de preservativo com parceiros que principalmente estejam com sintomas sugestivos de Zika; evitar contato íntimo com pessoas doentes e objetos íntimos usados por esses indivíduos.

 

2. Efeitos do Zika vírus

 

O Zika vírus sempre esteve associado a uma leve doença febril exantemática (manchas pelo corpo), até surgirem os casos de microcefalia. A informação que o Zika vírus esteja relacionado com problemas neurológicos em crianças já ou adultos é completamente falsa, não existe nenhum caso comprovado, relatado, ou mesmo suspeito em que esse vírus esteja implicado em lesar diretamente cérebro de seres humanos já nascidos. A possível relação que existe, e que já foi confirmada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pela Organização Mundial de Saúde é que em fetos, (criança dentro do útero da mãe com o cérebro em formação), há uma forte associação geográfica, epidemiológica e temporal (coexistência) entre a infecção pelo Zika vírus na gestante e microcefalia, e, portanto, é altamente provável que isso esteja de fato acontecendo.

 

Porém, é importante ressaltar que a associação de causalidade (causa-efeito), em que seja encontrado o Zika no cérebro desses fetos, ou o mecanismo de lesão que explicaria a microcefalia ainda está em estudo, e nunca foi até agora demonstrada. Muitos especialistas questionam se não é precoce imputar ao Zika vírus a culpa da microcefalia antes desse nexo de causalidade ser comprovado. Portanto, são completamente infundados os boatos de danos neurológicos ou microcefalia em crianças já nascidas, visto que mesmo em recém-nascidos essa relação ainda está sendo verificada.

 

Em relação à Síndrome de Guillain-Barré (SGB), é importante ressaltar que essa complicação não é exclusiva do Zika. Ela pode ser consequência de uma série de situações, como cirurgias, linfomas, gravidez, e infecções diversas como gastrenterites, infecções respiratórias, HIV/Aids, Dengue, Chikungunya e agora, o Zika vírus. A SGB é uma rara doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico da pessoa ataca as próprias células do sistema nervoso (neurônios) por engano, e isso gera inflamação dos nervos, levando a fraqueza muscular, dificuldade de se mover, e em casos graves, dificuldade para respirar, o que pode levar à morte.

 

Boatos

 

Siga os seguintes passos ao se deparar com uma notícia nova alarmante:

 

1. Não compartilhe a notícia de imediato: calma, você pode estar colaborando com um boato falso e propagando mentiras, o que pode causar malefícios a outras pessoas, ao Brasil e a todo o mundo. E ainda pode sair como desinformado, fofoqueiro, mentiroso ou mal-intencionado.

 

2. Cheque as referências de quem está dando a notícia:

 

a. Posts em Redes Sociais - verifique se a conta da pessoa é verdadeira, se o post em questão está na página of​​icial do suposto autor. Muitos gaiatos criam posts falsos, e os soltam como se fossem pessoas conhecidas (Jô Soares, Pedro Bial, etc.).

 

 

b. Áudio: Nenhum órgão oficial ou pessoa pública faz anúncio por áudios em aplicativos de bate-papo, justamente por ser difícil reconhecer a autoria. Confie somente em podcasts hospedados em sites de instituições ou jornais de credibilidade.

 

3. Converse com um especialista ou com uma instituição oficial: se você está preocupado com o boato, procure nas redes sociais perfis de especialistas ou de instituições oficiais que geralmente se posicionam rapidamente esclarecendo notícias falsas (ex: Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, etc.). Sites como o E-Farsa (www.e-farsas.com) e o Dr. Alexandre Barbosa (www.drbarbosa.org) também constantemente desmascaram essas fraudes. Seja cauteloso!

 

 

Iniciativas

 

 

 

 

Em relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, (Dengue, Zika e Chicungunya), é fundamental que a população colabore com as iniciativas governamentais, principalmente da Prefeitura de Botucatu, que está realizando o programa “Meu Bairro de Cara Nova”, com a finalidade de limpar a cidade e eliminar os focos do mosquito Aedes. E, em breve, os munícipes de Botucatu poderão contar com um aplicativo para celular que permitirá tirar as dúvidas sobre sintomas da Dengue, Zika e Chicungunya, locais de atendimento médico, fazer denúncias de focos do mosquito e muito mais.

 

 

 

 

Sintomas

 

 

É importante reconhecer os principais sinais e sintomas diferenciais entre Dengue, Zika e Chicungunya. Em caso de algum desses sintomas, procure assistência médica para diagnóstico e orientação.

 

 

 

E para descontrair nesse Carnaval, clique aqui para ouvir uma marchinha temática feita por colegas da Infectologia (Cássio Jabour e Carlos Starling) sobre esses tempos de Zika, Dengue e Chikungunya.

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