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Sudeste pode ter epidemia de Zika em 2017

Entrevista ao Portal Da Cidade em 24/Jan/2017

 

Acesse no link direto aqui, ou leia abaixo 

 

População do estado de São Paulo está suscetível ao vírus. Aedes Aegypti está presente em grandes quantidades na região, aumentando o risco de transmissão.

 

Por Maysa Santos

A primeira epidemia de Zika reconhecida no Brasil aconteceu no verão de 2015, principalmente no Nordeste do país. Na época pouco se sabia sobre a doença, afinal, os sintomas básicos se confundem com a Dengue e Chikungunya: febre, dor de cabeça, dor e vermelhidão no corpo. Cada patologia possui sua particularidade, porém os primeiros diagnósticos podem gerar confusão entre ambas. Nos casos em que o paciente não corre risco de vida, o médico não tem acesso aos resultados laboratoriais, o que dificulta a certeza na hora de diagnosticar.

 

Durante a epidemia foram notificados 1,5 milhão de casos de Dengue. No entanto, não se sabe qual desses eram Zika e Chikungunya. Os estudos foram intensificados quando começaram a surgir os primeiros casos de má formação fetal associados ao Zika. Descobriu-se também que após o primeiro contágio pelo vírus, a pessoa se torna imune a ele. É como se o organismo desenvolvesse uma vacina através do contato com a patologia. No Nordeste cerca de 90% da população foi afetada, ou seja, está imune à doença.

 

O Médico Infectologista do Hospital das Clínicas de Botucatu, Diretor Clínico do SAE de Infectologia “DAM” e Professor Doutor da Faculdade de Medicina da Unesp, Dr. Alexandre Naime Barbosa, explica que o vírus não consegue mais circular no Nordeste do país, pois grande parte da população está imune. Diferentemente da realidade do Sudeste atualmente. Segundo ele, o Zika circulou pouco no estado de São Paulo, pois chegou em um período que não era tão satisfatório para transmissão. Principalmente por que o Aedes não estava na sua força máxima.

 

“É agora que vamos começar a viver isso, pois estamos começando o período chuvoso. E você pode ter certeza que o mosquito vai se proliferar devido aos reservatórios de água limpa que se formam nessa época. Quando temos a presença do Aedes em grandes quantidades, aumentam-se as situações de risco de transmissão de arboviroses: Dengue, Chikungunya, Zika e em algumas situações muito especiais, a Febre Amarela. E com certeza mais de 98% da população do Sudeste está suscetível ao Zika por não ter tido contato com o vírus até agora”, salienta.

 

O especialista ressalta que só está faltando uma coisa para a epidemia começar: circular o vírus pelo estado: “Sabemos que as pessoas se movimentam muito dentro do país. Muitas viajam para o Nordeste e retornam para o Sudeste. Portanto existe um risco grande de termos uma epidemia de Zika. Os meses mais críticos para isso acontecer são Abril e Maio. É necessário um cuidado redobrado”. Vale ressaltar que o Chikungunya também pode chegar com força, sendo uma doença preocupante com relação à saúde pública.

 

“A preocupação com o Zika é maior devido à microcefalia, que é muito grave. No Nordeste teremos uma geração de 4 a 5 mil crianças com más formações gravíssimas. Mas a população deve se preocupar com as três doenças, e o cuidado é um só: eliminar o Aedes. A nossa cidade tem a sorte de ter uma vigilância ambiental muito boa. Eles executam o serviço de informação e verificação, mas não podem ser responsáveis pela casa das pessoas. É preciso ter uma vigilância muito grande na casa, no telhado e nos terrenos por conta dos proprietários”, comenta.

 

 

 

Grávidas devem redobrar os cuidados

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as mulheres – se possível – adiem a gravidez até que os surtos de Zika estejam controlados.

 

No entanto, caso isso não seja possível, devido a particularidades de cada mulher, os médicos orientam que sejam tomados cuidados redobrados durante toda a gestação:

- Usar repelente, reforçando de 10 em 10 horas;

- Usar roupas compridas;

- Colocar telas em todas as portas e janelas da residência;

- Usar mosquiteiro;

- Não viajar para lugares que possuem alta taxa de transmissão;

- Usar camisinha durante as relações sexuais;

- O marido também deve usar repelente.

 

De acordo com o especialista, todo cuidado é pouco. As chances de má formação fetal acontecer quando a gestante é contaminada pelo Zika varia na ordem de até 5%. “Uma criança com microcefalia, além de ser triste por si só, é uma dor para a família para o resto da vida. As pessoas nunca acham que vai acontecer com elas. O risco pode ser pequeno, mas não é desprezível. São apenas 9 meses de cuidados”, conclui Dr. Barbosa.

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