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Gestantes em Perigo - Epidemia de Sífilis avança no Interior Paulista

November 27, 2017

Entrevista ao jornal Diário da Região em 10/Nov/2017

 

Acesse aqui, ou leia abaixo.

 

De janeiro a 7 de novembro deste ano, Rio Preto registrou 65 casos de sífilis em gestantes. O número já é superior ao registra do em todo o ano de 2015 - 63 - e fica pouco- abaixo do notificado em 2016 - 71. A cada mês de 2017, foram confirmados em média 6,5 casos da doença em grávidas. Se esta proporção se mantiver no restante do ano, a quantidade e infecções ultrapassará a do ano anterior.

 

Isso preocupa porque a sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, provocou o aborto ou morte de sete bebês em 2017 - mesma quantidade que no ano passado inteiro.

 

O infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Unesp de Botucatu, destaca que a infecção é mais perigosa que o Zika vírus. Durante a gestação, são feitos vários testes para a doença. Se o tratamento for feito de forma correta, o feto e a mãe não correm riscos. Quando ela é transmitida para o bebê, recebe o nome de congênita.

 

“Causa uma síndrome de má-formação muito grave, podendo levar à anencefalia, microcefalia, manifestações cutâneas graves, falta de órgãos, anomalias graves no coração”, enumera. O tratamento geralmente é feito com antibióticos, dentre eles a penicilina e o benzetacil, e é importante que seja seguido até o fim - doença silenciosa, a sífilis causa sintomas em uma minoria dos casos e às vezes eles podem desaparecer fazendo a pessoa crer que está curada - continuando assim o ciclo de transmissão e passando a bactéria para o filho.

 

No Brasil, os números também assustam, por isso na última semana o Ministério da Saúde lançou um programa para conter o avanço da doença envolvendo os municípios onde  concentram-se 60% dos casos - Rio Preto não está entre eles.

 

 

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2017, entre 2015 e 2016, a sífilis adquirida teve um aumento de 7,9%; a sífilis em gestantes de 14,7% e a congênita de 4,7%.

 

População em geral

 

Entre 2015 e 2016, o número de casos de sífilis na população em geral em Rio Preto cresceu 22,7%. Neste ano, se a média de novos casos se mantiver em 7,2 por mês, a quantidade de doentes não deve se igualar a 2016, mas ainda assim deve ser superior a 2015. Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, isso é um reflexo da negligência não apenas em relação à sífilis, mas todas as doenças sexualmente transmissíveis. O HIV deixou de ser uma doença fatal como era nos anos 1980 e 1990, por isso as pessoas relaxaram. “Antigamente as pessoas se preocupavam muito em usar  preservativo porque Aids era uma sentença de morte e obviamente isso acabava por proteger de outras infecções.” Outro fator, segundo o médico, é que os jovens têm a sensação de onipotência, de que nada vai acontecer com eles. Ele explica que a sífilis é a infecção mais fácil de transmitir sexualmente. “Basta um pequeno contato com a mucosa, muito mais fácil que o HIV.”

 

João (nome fictício), professor de 38 anos, descobriu que tinha sífilis em 2015. Além de utilizar camisinha nas relações, ele sempre fazia os testes preventivos da doença, e até então todos haviam sido negativos. Em dois relacionamentos mais íntimos que teve, acabou se descuidando em alguns momentos - basta o contato para a sífilis ser transmitida - e a infecção ocorreu. “Tive um corrimento no pênis e fui fazer os exames, inclusive de HIV. Deram todos negativos, menos o de sífilis”, conta. Ele então iniciou o tratamento com benzetacil e a doença foi curada. O tratamento varia conforme a fase da doença em que o paciente se encontra e está disponível na rede pública de saúde, bem como preservativos masculinos e femininos e testes de detecção de sífilis, HIV e outras infecções transmitidas sexualmente.

 

Doença é subnotificada

 

Todas as gestantes devem fazer mais de um exame de sífilis durante a gravidez, independente de ter sintomas. O infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, explica que por isso todos os casos são diagnosticados, diferente do que acontece com o restante da população. “Os casos sintomáticos são apenas a ponta do iceberg porque a grande maioria dos que estão infectados não faz o teste. Esse teste só é obrigatório na gestação. Se você pegar mil pessoas aleatoriamente você vai descobrir que o percentual é bem maior porque o teste não é feito de rotina para todo mundo”, considera.

 

Segundo o especialista, apenas 20% a 25% dos pacientes apresentam sinais da infecção. Ou seja, foram confirmados 572 casos da doença neste ano em Rio Preto, até 7 de novembro. O número real seria de pelo menos 2.288.

 

 

 

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