© 2015 por Spitalex. Criado com Wix.com

  • Wix Facebook page
  • YouTube clássico
  • Slideshare.jpeg
  • LinkedIn App Ícone
Please reload

Posts Mais Acessados

Os Seis Pilares da Infectologia

 

 

 A Infectologia é a ciência que estuda a relação entre o Ser Humano, os Agentes Infecciosos e o Meio Ambiente. Qualquer pequeno desarranjo em um desses componentes pode levar a sérias implicações na saúde individual e coletiva. Grandes epidemias que ficaram marcadas nas história mostram como esse desbalanço pode ser catastrófico. A Peste Negra na Idade Média, matou 1/3 da população mundial na época, a Gripe Espanhola vitimou 100 milhões de pessoas em 1918, e mais recentemente a Aids na década de 1980 mudou profundamente hábitos e costumes da sociedade por atingir fatalmente mais de 40 milhões de pessoas. Não somente em epidemias, mas no cotidiano das pessoas a Infectologia está presente desde o simples resfriado comum, passando pelas infecções urinárias, de pele e de intestino, entre tantas outras.

 

Para que o Infectologista possa dominar todos esses aspectos, Seis Pilares são fundamentais:

 

1. Conhecimento sobre o Inimigo: Bactérias, Vírus, Fungos, Protozoários, Parasitas, Príons... São muitos os inimigos que podem invadir e prejudicar o Ser Humano, e é fundamental que o Infectologista conheça os detalhes do funcionamento biológico desses patógenos, bem como a fisiopatologia das doenças que eles determinam. A atualização tem que ser frequente, pois mutações, adaptações e escapes imunológicos e terapêuticos podem mudar a sensibilidade e a resistência desses agentes aos tratamentos conhecidos.

 

2. Ambientalização do Problema: dentro do conceito do One Health, é imprescindível contextualizar tanto o paciente quanto o patógeno envolvido dentro do meio ambiente que o cerca. Saber de dados epidemiológicos, comportamentos, condições de moradia, clima loca e os mais variados hábitos se traduz em um melhor entendimento e abordagem do problema apresentado pelo paciente.

 

3. Imersão no Paciente: tudo começa com um completo histórico dos sinais e sintomas, passando por uma avaliação física voltada ao problema. O paciente deve se sentir próximo e familiar ao Infectologista, para que possa conversar abertamente sobre todos os aspectos ligados ao motivo da consulta.

 

 

4. Raciocínio Científico: como um detetive, que busca provas e evidências o Infectologista deve reunir todos os conhecimentos dos patógenos possivelmente envolvidos, junto com a ambientalização do problema e os dados clínicos da consulta médica, em um rigoroso processo de raciocínio clínico científico, buscando formular as hipóteses diagnósticas mais pertinentes.

 

5. Domínio das Ferramentas: o Infectologista deve saber usar com sabedoria e cuidado as ferramentas diagnósticas, ou seja, exames laboratoriais e de imagem, visando confirmar ou afastar suas hipóteses diagnósticas. Da mesna forma, ao prescrever tratamentos ou terapias, é fundamental o domínio das indicações, posologia, contra-indicações, eventos adversos e interações medicamentosas, para que a prescrição seja não somente eficaz, mas também segura.

 

6. Acolhimento Universal: não é permitido ao Infectologista preconceitos, formulação de estigmas ou discriminação de qualquer ordem. Acolher sempre é o lema da Infectologia.

 

 

Please reload

Tags

Deixe sua sugestão ou recado aqui.

Posts Mais Recentes
Please reload

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now