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Enchentes e o Risco de Infecções

 

Entrevista ao Portal R7 em 03/Mar/2019. Acesse a matéria original aqui, ou leia abaixo. 

 

Vírus, bactérias e até amônia. As enchentes carregam micro-organismos e substâncias que provocam doenças, tanto pelo contato quanto pela ingestão da água, que podem até matar. Um estudo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) detectou a presença de bactérias e substâncias em uma enchente na Vila Itaim, bairro da zona leste de São Paulo próximo ao rio Tietê.

 

De acordo com o infectologista Alexandre Barbosa, professor da UNESP - Faculdade de Medicina, os materiais encontrados são frequentes em alagamentos, de uma forma geral, devido ao despejo de esgotos não tratados nos leitos dos rios. As bactérias identificadas foram Salmonella, Eschierichia coli, Shiguelle spp, Klebsiella spp e Pseudomonas spp, e as substâncias, fosfato, fósforo, amônia e nitrato.

 

O infectologista explica que as três primeiras bactérias estão relacionadas a infecções que causam diarreia, que ocorrem quando a água é ingerida. A diarreia leva à perda de água pelas fezes, febre alta, dores abdominais intensas e, em casos mais graves, até a morte. Já as bactérias Klebsiella spp e Pseudomonas spp podem provocar pneumonia se entrarem no organismo pelas vias aéreas. Caso o meio seja pelo contato – feridas na pele –, as bactérias caem na corrente sanguínea provocando risco de sepse (infecção generalizada).

 

O estudo relaciona também a bactéria Salmonella à febre tifóide, e as bactérias Eschierichia coli e Klebsiella spp, a infecções urinárias e dores na bexiga, se ingeridas. Os sintomas das infecções costumam aparecer após um ou dois dias e devem ser tratados assim que surgirem, segundo o infectologista.

 

Uma doença também transmitida em enchentes por bactéria é a leptospirose. Ela é transmitida pelo xixi de ratos, sendo contraída pela penetração da bactéria na pele molhada ou pela ingestão da água e alimentos contaminados.

 

Segundo o infectologista Carlos Lazar, professor da Faculdade de Medicina da PUC-Sorocaba, o grande volume de água gerado pela enchente assusta os ratos, que saem dos boeiros e urinam. Entre os sintomas da doença estão febre alta, vômitos, fortes dores no corpo e fortes dores na panturrilha. O tratamento é feito com antibiótico.

 

As substâncias detectadas na enchete pelo estudo também representam um perigo à saúde. As altas concentrações de fosfato, fósforo, amônia e nitrato causam irritações na pele, dermatite e, em grandes quantidades, se caírem na corrente sanguínea, podem provocar intoxicações, distúrbios neurológicos e hepatite, de acordo com Barbosa.

 

Para evitar contaminação, o infectologista orienta evitar ao máximo o contato com a água da enchente, principalmente por meio de boca e mucosas, não lavar alimentos ou utilizar a água infectada, evitar que crianças entrem em contato com a água e fazer uso de luvas e galochas.

 

Lazar ressalta que, caso não seja possível evitar o contato com a água da enchente, não levante a barra da calça nem tire as meias ou sapatos para atravessá-la.  Para quem já entrou em contato com a água de enchente, Barbosa alerta que se deve prestar atenção ao aparecimento de sintomas. Caso surjam, é indicado procurar um infectologista.

 

O tratamento contra as bactérias é feito por meio do uso de antibióticos e, em caso de infecções bacterianas na corrente sanguínea, o uso dos antibióticos é feito de maneira endovenosa (pelas veias). Já as intoxicações necessitam de internação para que os medicamentos sejam aplicados na corrente sanguínea.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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